Nossa habilidade de pensar de forma relacional é uma das razões pelas quais dominamos o planeta. Relações são muito difíceis para outras espécies.
O pensamento analógico transforma o novo em algo familiar ou pega algo familiar e coloca-o sob uma nova luz, permitindo aos seres humanos raciocinarem sobre problemas nunca encontrados e em contextos desconhecidos. Ele também nos permite entender aquilo que não conseguimos ver.
Analogia é uma relação de semelhança estabelecida entre duas ou mais entidades distintas. O termo tem origem na palavra grega “analogía” que significa “proporção”.

Na Filosofia, a analogia é uma forma de averiguar o porquê da semelhança entre objetos ou ideias. Na Gramática, a analogia é um fenômeno responsável pela criação de uma nova forma linguística, consiste na razão da formação de algumas palavras. No âmbito jurídico, a analogia é um método de integração das lacunas da lei. Ocorre analogia quando é feita uma comparação entre casos diferentes mas com um problema parecido para surgir a mesma resposta.
O pensamento analógico profundo é a prática de reconhecer similaridades em múltiplos campos de conhecimento ou cenários que, superficialmente, parecem ter muito pouco em comum. É uma ferramenta poderosa para resolver problemas complexos.
A maioria das pessoas que tentam resolver problemas permanecem no problema imediato, focadas nos detalhes internos. Não vão, intuitivamente, voltar-se para analogias distantes em busca de soluções. Mas deveriam fazer isso, e se assegurar de que algumas daquelas analogias estão, aparentemente, bem distantes do problema que tentam resolver. Em um mundo perversos, confiar na experiência em apenas um domínio não é apenas limitador. Pode ser desastroso.
Texto inspirado no livro: Por que os generalistas vencem em um mundo de especialistas, de David Epstein — mestre em ciência e jornalismo pela Universidade de Columbia.
Deixe um comentário